Artigo · Solar fotovoltaica
String box: a caixa de proteção de corrente contínua do sistema solar
Redação Consultor Solar · Atualizado em · Próxima revisão até 09/01/2027

Para que serve a string box e o que há dentro dela?
A string box é a caixa que reúne, no lado de corrente contínua, as proteções das séries de módulos (strings) antes do inversor: fusíveis, seccionador, dispositivo de proteção contra surtos e as conexões em paralelo. O Manual do CEPEL/CRESESB chama essa caixa de caixa de junção. Ela pode ser dispensada quando o inversor já tem essas funções ou quando o módulo é de corrente alternada.
Em poucas palavras
Cada série de módulos (string) entrega corrente contínua por um par de cabos. Em vez de levar todos direto ao inversor, o projeto costuma passá-los por uma caixa onde ficam as proteções. É a string box. Ela concentra, num só ponto fechado, o que protege as séries e permite desligá-las com segurança.
O que há dentro
O Manual de Engenharia do CEPEL/CRESESB descreve esses componentes nos diagramas de instalação, sem usar o nome “string box”, mas falando em caixas de junção, as caixas intermediárias onde se interligam os módulos:
- Barramento de paralelismo: reúne as séries ligadas em paralelo.
- Fusíveis fotovoltaicos: um em cada polo de cada série, para proteger contra corrente reversa. Só são necessários se houver mais de duas séries.
- Seccionador CC: interrompe positivo e negativo ao mesmo tempo, para manutenção e emergência.
- DPS de corrente contínua: desvia para a terra a alta corrente de um surto, como o de uma descarga atmosférica.
- Disjuntor CC: em alguns projetos substitui fusível e seccionador, porque atende à proteção e ao seccionamento.
Cada função está explicada em proteções.
Para que serve, na prática
- Proteger as séries de correntes reversas e sobrecorrentes.
- Proteger o conjunto de sobretensões.
- Permitir o desligamento do lado CC antes de mexer no inversor ou nos cabos.
- Organizar as conexões, com identificação dos componentes por etiquetas, como o manual recomenda para todos os dispositivos de proteção e controle.
Quando é necessária
Nem todo sistema tem uma caixa separada. Muitos inversores trazem chave CC e proteções integradas, e o guia do inversor registra que o seccionamento CC pode ser integrado ou externo. Quando o módulo é de corrente alternada, com microinversor integrado, o manual descreve que os terminais de interface são unicamente de CA, sem acesso ao lado CC. O projeto define se haverá a caixa e o que ela contém.
Onde fica e como deve ser
O manual orienta que as caixas fiquem em local seco, com acesso controlado e lacradas, sem impedir a ventilação indicada pelo fabricante. Os fusíveis ficam em porta-fusíveis adequados ao tipo, dentro de caixa ou armário fixados com parafusos ou trilho DIN, e as conexões são feitas com ferramentas apropriadas para evitar curto-circuito, mau contato e choques acidentais.
O que conferir na manutenção
O quadro de verificações que o manual reproduz sugere, mensalmente, olhar a caixa de junção para ver se há insetos, corrosão ou umidade excessiva e testar a continuidade dos fusíveis. No levantamento de sistemas alemães que o manual cita, problemas na caixa de junção estavam entre as falhas relatadas, como isolamento inadequado e fusíveis e DPS inadequados. A conferência com a caixa aberta é de profissional habilitado: veja a manutenção.
Perguntas frequentes
Todo sistema fotovoltaico precisa de string box?
Depende do arranjo e do inversor. O manual do CEPEL/CRESESB diz que os fusíveis por série só são necessários se houver mais de duas séries, e o guia de inversores do portal lembra que o seccionamento CC pode ser integrado ao inversor ou externo, na string box. Módulos de corrente alternada, com microinversor integrado, não têm acesso ao lado CC. O projeto define o que entra.
Posso abrir a string box para conferir?
Não, a não ser um profissional habilitado. A caixa tem corrente contínua em tensão elevada e os módulos geram sempre que há luz. O manual recomenda manter as caixas lacradas e o acesso controlado.
Comparativos
ComparaçãoMicroinversor ou inversor string: as diferenças que decidem o projetoComo as duas arquiteturas de inversor diferem em sombra, orientação, tensão no telhado, monitoramento, manutenção e expansão. Sem vencedor: depende do telhado.
Leia também
TemaInstalação de sistema fotovoltaico: do projeto à manutençãoAs etapas da instalação de um sistema fotovoltaico, do projeto à manutenção: estrutura, cabos, proteções, aterramento, homologação e cuidados.
ArtigoProteções do sistema fotovoltaico: fusíveis, DPS, disjuntores e seccionadoresFusíveis, DPS, disjuntores e seccionadores do sistema fotovoltaico, onde ficam nos lados CC e CA e por que a corrente contínua exige componentes próprios.
ArtigoCabos solares e conectores: o que usar e por que a queda de tensão importaComo são os cabos solares de corrente contínua e seus conectores, o que o Manual do CEPEL/CRESESB recomenda e por que a queda de tensão exige cuidado.
ArtigoAterramento e equipotencialização do sistema fotovoltaicoPara que serve o aterramento do sistema fotovoltaico, o que se liga à terra, o que é equipotencialização e como ela se relaciona com DPS e SPDA.
ArtigoManutenção do sistema solar: limpeza, inspeção e quando chamar o instaladorQue manutenção o sistema fotovoltaico precisa: limpeza dos módulos, inspeção, monitoramento da geração, vida útil do inversor e quando chamar o instalador.
Guia completoInversor solar: guia completoO que o inversor faz, como converte CC em CA, tipos (string, micro, híbrido, off-grid, central), MPPT, dimensionamento, registro no Inmetro e a lei.
Guia completoSistema fotovoltaico: guia completo, do módulo ao medidorTodas as partes do sistema fotovoltaico e como se ligam: módulos, estrutura, string box, inversor, quadro, medidor e rede, em on-grid, off-grid e híbrido.
Termos desta página
EnciclopédiaCorrente contínua (CC)Corrente elétrica que flui sempre no mesmo sentido. É a forma de eletricidade que os módulos fotovoltaicos geram e que as baterias armazenam; o inversor a converte em alternada.
EnciclopédiaMódulo fotovoltaicoEquipamento formado por células semicondutoras ligadas entre si que converte a luz do sol diretamente em eletricidade em corrente contínua. É o que se chama, no dia a dia, de painel ou placa solar fotovoltaica.
Fontes
- Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos (2014) — CEPEL/CRESESB. Consultado em 09/10/2026.
- Homeowner's Guide to Solar — U.S. Department of Energy. Consultado em 09/10/2026.